Após um primeiro semestre bastante positivo, a actividade industrial portuguesa perdeu dinamismo no terceiro trimestre, destacando-se o abrandamento homólogo das vendas (em particular no mercado nacional) e a quebra do índice de produção, ainda que pouco significativa e concentrada em Setembro.
O recuo ligeiro da produção (taxa de variação homóloga de -0.1%, com -2.4% em Setembro, após 2.8% e 3.7% nos dois trimestres anteriores) resultou de uma quebra nas indústrias de electricidade, gás, vapor, água e ar frio e do abrandamento (de uma tvh de 3.2% para 0.2%) na indústria transformadora, o ramo com maior peso. Neste, a única nota positiva vai para a redução das perdas no agrupamento de bens de investimento, insuficiente para contrariar a desaceleração nos bens intermédios e a quebra nos bens de consumo.
No caso das vendas, registou-se apenas uma redução do ritmo de crescimento (de 11.6% para 9.6%), amortecida pela ligeira aceleração dos preços na produção. A perda de dinamismo teve origem no mercado nacional, mantendo-se um crescimento próximo de 18% no mercado externo.
Em termos de perspectivas, o inquérito à indústria transformadora de Outubro sugere uma evolução menos favorável da produção e da procura nos próximos três meses. Apesar de um recuo em Outubro, as avaliações da procura externa estão ainda num dos níveis mais elevados dos últimos dois anos, mantendo-se um forte crescimento das encomendas para o exterior. Espera-se, por isso, que as exportações continuem a suportar a progressão da produção industrial após uma pausa no seu crescimento. Esta aposta nas exportações, justificada pelo ajustamento em baixa da procura doméstica e pelas boas perspectivas nos mercados externos (sobretudo os emergentes), é essencial para o reequilíbrio das contas externas, sem a qual a retoma económica não é sustentável.
O recuo ligeiro da produção (taxa de variação homóloga de -0.1%, com -2.4% em Setembro, após 2.8% e 3.7% nos dois trimestres anteriores) resultou de uma quebra nas indústrias de electricidade, gás, vapor, água e ar frio e do abrandamento (de uma tvh de 3.2% para 0.2%) na indústria transformadora, o ramo com maior peso. Neste, a única nota positiva vai para a redução das perdas no agrupamento de bens de investimento, insuficiente para contrariar a desaceleração nos bens intermédios e a quebra nos bens de consumo.
No caso das vendas, registou-se apenas uma redução do ritmo de crescimento (de 11.6% para 9.6%), amortecida pela ligeira aceleração dos preços na produção. A perda de dinamismo teve origem no mercado nacional, mantendo-se um crescimento próximo de 18% no mercado externo.
Em termos de perspectivas, o inquérito à indústria transformadora de Outubro sugere uma evolução menos favorável da produção e da procura nos próximos três meses. Apesar de um recuo em Outubro, as avaliações da procura externa estão ainda num dos níveis mais elevados dos últimos dois anos, mantendo-se um forte crescimento das encomendas para o exterior. Espera-se, por isso, que as exportações continuem a suportar a progressão da produção industrial após uma pausa no seu crescimento. Esta aposta nas exportações, justificada pelo ajustamento em baixa da procura doméstica e pelas boas perspectivas nos mercados externos (sobretudo os emergentes), é essencial para o reequilíbrio das contas externas, sem a qual a retoma económica não é sustentável.
Notícia: AEP
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