terça-feira, 27 de julho de 2010

Estudo de Impacte Ambiental do Novo Aeroporto de Lisboa

Teve esta segunda-feira início a discussão pública acerca do Estudo de Impacte Ambiental do Novo Aeroporto de Lisboa, o qual refere que este projecto não terá “impactes significativos que possam comprometer os objectivos de conservação” da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo.

Este estudo indica que os riscos considerados como "globalmente mais negativos", não só durante a fase de construção como também da posterior exploração do Aeroporto, dizem respeito à preservação dos valores ecológicos existentes, visto que o Aeroporto se siturá junto de um "sítio de interesse comunitário" e de "propriedades extensas dedicadas a actividades agrícolas".

Segundo refere o estudo “embora sendo identificados impactes para o descritor ecologia, não se identificam impactes significativos que possam comprometer os objectivos de conservação do Síto de Interesse Comunitário/Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, nomeadamente mediante a aplicação das múltiplas medidas de gestão ambiental propostas no Estudo de Impacte Ambiental”.

Não obstante, o documento refere ainda que a construção do novo aeroporto irá conduzir a “mudanças nos padrões de comportamento da comunidade avifaunística presente”. Contudo neste momento essas mudanças são de todo imprevisíveis.

No que diz respeito aos aspectos mais positivos, destaca-se a dinamização socio-económica, bem como a consolidação do desenvolvimento territorial previsto nos instrumentos de gestão territorial e a recuperação de áreas degradadas como o arco ribeirinho Sul.

Por último, este estudo afirma ainda que as comunidades locais entrevistadas neste âmbito consideram que o Novo Aeroporto de Lisboa “vai contribuir para gerar impactes ao nível do turismo, da rede de transportes, do emprego e do desenvolvimento do país em Geral". Contudo estas mesmas fontes revelaram ainda que a sua principal preocupação está relacionada com os níveis de “poluição sonora”.


fonte: Construir.

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