segunda-feira, 10 de maio de 2010

Novo Aeroporto de Lisboa adiado

No dia em que é assinado o contrato para o primeiro troço do TGV, que fará a ligação entre Poceirão e Caia, o Governo anuncia que todas as denominadas “grandes obras públicas”, que não tenham sido até ao momento alvo de adjudicação, vão ser alvo de adiamento e reavaliação.

A notícia surge neste momento, depois de ultrapassada a fase na qual foram ouvidas diversas opiniões discordantes, por parte de ex-ministros e vários economistas, face a prioridade destes grandes investimentos. Sendo assim, o Governo liderado por José Sócrates encontra finalmente um consenso relativamente à prioridade dos grandes investimentos, tendo em vista a situação económica actual do nosso País.

Segundo avança o Diário Económico na sua edição, o Governo está neste momento a ponderar o lançamento das bases de funcionamento do concurso referente ao Novo Aeroporto Internacional de Lisboa.

Estas notícias veiculadas hoje acabam por vir contrariar a posição que o executivo tinha tomado anteriormente no que diz respeito a esta questão.

Contudo, esta reavaliação da construção do novo aeroporto de Lisboa pelo Governo não se deve ao impacto orçamental que esta obra poderia ter nas contas do estado, mas sim devido à instabilidade dos mercados. Actualmente não é de todo possível construir expectativas fidedignas sobre a evolução futura dos mercados, e existe, igualmente, uma dificuldade tremenda de acesso dos bancos a financiamentos de médio e de longo prazo nos mercados internacionais. Estas situações conjuntamente, representam para o Estado, o maior grau de incerteza relativamente à construção do aeroporto e da terceira travessia sobre o Rio Tejo.

O Contrato assinado hoje relativo à ligação de Alta-velociade entre o Poceirão e Caia, vai traduzir-se num investimento total que rondará 1494 Milhões de Euros, segundo dados elaborados pela Soares da Costa em Dezembro passado. Este valor já abarca os custos do investimento, bem como os encargos inerentes à manutenção, durante o período de concessão, o qual será de 40 anos.

De realçar que, após assinado o documento, o Tribunal de Contas dispõe de um período de seis meses para elaborar um parecer relativo ao mesmo, e caso este seja recusado, o Estado terá de assumir a totalidade dos custos e das despesas incorridas pela concessionária.

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